Abre o Jogo – O que o ocorrido com Marielle revela e que ninguém fala?

O trágico assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido ontem, dia 14/03/2018, gerou uma revolta generalizada nas redes sociais, em toda grande mídia e até em órgãos supranacionais, como a União Europeia. Por que será que neste caso específico a repercussão é tão grande? O primeiro ponto é entender quem era Marielle.

Marielle Franco era vereadora do PSOL do Rio de Janeiro e ativista ferrenha dos Direitos Humanos, aqui entendido tal como descrito no PNDH-3, que Lula tentou impor em 2009 através do Decreto Nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009, e cujo texto envolve a defesa do desarmamento civil, a redução da força bélica das polícias e agentes penitenciários, a luta contra a redução da maioridade penal, a fomentação da legalização do aborto, ativismo pró ideologia de gênero, liberar a prostituição, entre diversas outras. Todas devidamente descritas no PNDH-3.

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Visto o perfil da vereadora, percebemos rapidamente porque sua morte, tratada como execução, tornou-se um símbolo para que toda a esquerda global voltasse seus olhos enfurecidos para o caso. Pior, como se no Brasil a violência não fosse um problema crônico de décadas e que teve crescimento exponencial nos últimos 20 anos de governos esquerdistas no Brasil. Contraditório, não?

E por que tanto alvoroço? Por que tanta revolta nas redes sociais (inclusive de clubes de futebol)? Porque a mídia cobre esse caso com tanto fervor? Por que até artistas foram a diversos protestos por ela? Por que até a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso? Por que a ONU (ainda todo mundo saiba como ela é extremamente ativista nas pautas esquerdistas) levantou clamor especificamente por este caso? Por que até a União Europeia quer suspender relações com o Mercosul por causa do ocorrido com Marielle? Para todas essas perguntas só há uma resposta: a esquerda domina tudo! Sim, isso mesmo. O que poderia gerar as seguintes perguntas: “Mas como você pode afirmar isso? Por que ninguém pode se comover com essa tragédia?”. Respondo a seguir.

A primeira etapa é entender a realidade e ter senso de proporções. Milhares de pessoas são assassinada no Brasil todos os anos. Os números oficias mais recentes falam em torno de 60 mil mortes por ano. Desses milhares, nenhum recebeu tantos holofotes. A maioria sequer recebeu uma menção digna. Aí eu pergunto: Por que tudo isso por ela? “Tudo bem, mas ela era política, isso difere as coisas, não?” — Você poderia contra argumentar. Certo, porém aqui lembraria o caso do assassinato de Celso Daniel, o qual foi muito mais estranho e levava a suspeitas muito maiores contra o PT; entretanto, como sabemos, fora rapidamente abafado pela mídia.

Ainda que o caso de Celso Daniel não existisse, temos todos os outros casos, estes muito menos divulgados, e rapidamente deveríamos pensar: quando vimos toda grande mídia em uníssono discurso, juntamente com a classe artística e até a União Europeia (cara, é a UE!) intrometendo-se num caso deste? Nunca.

Bene Barbosa, especialista em segurança pública, registrou ontem em seu Facebook: “Só entre agosto e setembro de 2016 mais de 20 candidatos a prefeito e vereador foram assassinados, a maioria no norte e nordeste. Ninguém gritou que isso era um ataque a democracia.”. No infográfico abaixo vemos que no país onde há mais de 60 mil mortes/ano, os políticos também são alvos. O infográfico abaixo mostra o número de assassinatos de políticos registrados entre 1979 e 2013. Quando foi que vimos tamanha comoção? Para alguma dessas vítimas houve uma mobilização que chegasse a pelo menos metade da que acontece por Marielle? A resposta é a mesma: nunca.

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Assassinatos de políticos registrados entre 1979 e 2013, no Brasil.

Analisando o PNDH-3, uma espécie de “bíblia” da esquerda no Brasil, vemos que há em seus projetos, uma facilitação à criminalidade no Brasil, visto que todas as leis seguem a linha de suavizar penas e/ou gerar instabilidade social e luta de classes. Daí concluímos o óbvio: a esquerda incentiva o crime. As FARC se tornarem partido político na Colômbia é a prova mais cabal disso. A recente entrevista do traficante Nem da Rocinha, louvada no twitter por esquerdistas, é outra demonstração viva da loucura política da Bandidolatria que existe na cabeça dessa gente. Então, se a esquerda fomenta a violência, porque agora conseguiram estar em tamanha sintonia contra o crime contra Marielle?

A resposta passa por vários níveis. O primeiro é que a cabeça de um revolucionário funciona de forma dialética, trabalhando sempre com variáveis opostas para tirar proveito de ambas. A segunda é que há uma leviana tentativa de associar o assassinato da vereadora à Polícia Militar, com um discurso esdrúxulo de que ela teria criticado a PM na semana anterior e por isso um PM a teria matado e, assim, toda instituição deveria pagar. Aqui vale um parêntese: na cabeça de esquerdista tudo que há de ruim no mundo é culpa da “PM opressora”, que leva pancada todo dia e nem por isso sai matando todo mundo por aí; só um raciocínio deturpado para fazer essa conexão. O terceiro é que há uma articulação maior, com poder suficiente para catalizar e conduzir as mobilizações em uma única direção, sempre da forma mais conveniente para o momento.

Quando dizemos que o globalismo é a articulação do governo global via aumento da burocracia internacional, ativismo esquerdista internacional, dominação da mídia — tanto nacional quanto internacional –, corrupção intelectual de todo show business e da classe falante como um todo, aparelhamento da máquina estatal para suavização de leis e execuções de punições para criminosos, destruição intelectual, cultural e moral da população além de fomentação do comunismo e do islamismo, como formas de desestabilização das fronteiras nacionais e da cultura ocidental; muitos dizem que somos loucos ou que tudo isso é teoria da conspiração ou algo do tipo. Agora, eu pergunto: como explicar toda essa uniformidade perante esse caso? Como explicar a União Europeia, do alto de seu pedestal de maior bloco econômico do mundo, pedir suspensão das relações com o Mercosul por causa desse ocorrido?

A esquerda ocidental é unida. Tão unida que é impossível crer que essa união seja espontânea. Há um projeto global que conta com muito dinheiro de fundações mega endinheiradas como a Open Society Foundation, a Ford Foundation, o Grupo Bilderberg e a The Rockerfeller Foundation. É com o dinheiro desses grupos metacapitalistas que ONGs nacionais e internacionais, criam, fomentam, doutrinam e conduzem toda a opinião pública, num projeto de engenharia social mundial, para onde eles quiserem.

O caso de Marielle revela o tamanho da rede de influência da esquerda, capaz de criar um uníssono discurso em diferentes níveis da sociedade civil, mídia, show business, governo, burocracia, e diversos outras instituições — tal como Antonio Gramsci descreveu que deveria ser feita a ocupação de espaços –, tanto a nível nacional quanto internacional. Esse caso é a mais recente prova da união e do poder de uma agenda ideológica que não pode ser parada enquanto a verdade continuar encoberta.

Reitero que o acontecido foi uma tragédia e que todas os familiares da vereadora e do motorista recebam o conforto que merecem e, mais ainda, tenha as causas expostas e os criminosos punidos. Agora, caso você ainda ache tudo isso dito acima seja um exagero, comece a seguir a expressão: Follow the Money. Peguemos o discurso esquerdista de usar o caso de Mariele para reafirmar uma velha pauta deles: a desmilitarização da PM. Quem financia esses movimentos? Follow the money e descubra aqui. Assim como neste caso, é fácil encontrar as ligações que os portais, grupos de extrema-esquerda e tudo mais eles têm com ONGs nacionais e internacionais financiadas pelos grupos metacapitalistas acima citados, e/ou diretamente financiados pelos mesmos.

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