Top X – Os 7 Melhores Momentos de Death Note

Esta é a seção Top X, onde elaboramos um Top que pode ser sobre os mais diversos assuntos. A letra X no título é propositalmente uma incógnita, pois poderemos fazer um Top com qualquer valor.

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Death Note é uma série de mangá com roteiro de Tsugumi Ohba e arte de Takeshi Obata que foi serializado na revista semanal Weekly Shonen Jump, da editoria Shueisha, entre janeiro de 2003 e maio de 2006. O mangá totalizou 12 volumes e foi publicado no Brasil pela Editora JBC. Também recebeu uma edição especial, chamada Death Note Black Edition, em que se compilou dois volumes em um só, totalizando seis volumes. Death Note Black Editon também foi publicado no Brasil pela JBC.

A série recebeu aclamação do público e da crítica, sendo apontado como uma das melhores e mais emblemáticas obras do gênero suspense psicológico. O sucesso do mangá rendeu a Death Note diversas adaptações, a mais famosa uma animação que contou com 37 episódios, feita pelo estúdio Madhouse e que teve Tetsuro Araki na direção e Toshiki Inoue no roteiro. Também foi adaptado em filmes live-action, filmes animados, jogos eletrônicos e muitos mais. Recebeu duas novels como spin-offs, uma escrita por Nisio Isin e outra escrita por um autor anônimo conhecido por “M”.

Enfim, o sucesso e qualidade de Death Note são notórios e discutir todas elas são assunto para outro post, mais a frente. Nesse Top X, vamos apenas lembrar os 7 momentos que consideramos os mais marcantes desta memorável obra.
[AVISO: O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS!!! SE VOCÊ AINDA NÃO LEU OU ASSISTIU A DEATH NOTE, LEIA POR SUA CONTA E RISCO.]

7 – Light, a regra dos 13 dias e a conclusão de Near

Near

Depois que Mello e Near se encontram, ambos trocam informações importantes. Near descobre que há regras falsas no Death Note e logo conclui que a dos 13 dias está entre elas. De posse dessa informação, ele percebe que o segundo L (que é Light Yagami) é Kira e começa sua ofensiva contra o mesmo. Ao levantar a falsidade da regra e confirmar que os membros da central de investigação japonesa conheceram o verdadeiro L, ele acusa Light na frente dos outros e o encurrala. Com essa jogada, Mogi e Aizawa prontamente começam a suspeitar do filho de Soichiro, passam a vigiá-lo e encontram-se com Near, levando novas e providenciais informações. Esse episódio também desencadeia outra cena memorável, que é invasão dos seguidores de Kira ao esconderijo da SPK e a “chuva de dinheiro” para dispersá-los. Por ser uma reviravolta importante e por mostrar pela primeira vez o alto nível de Near, quase tão bom quanto o próprio L, sétimo lugar para essa cena.

6 – Light recupera o Death Note e a memória

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Quando L finalmente conclui que Misa Amane é o segundo Kira, ele prontamente a captura e encurrala Light. Esse, antes de se entregar, bola um plano para abdicar ao direito de propriedade do Death Note e perder suas memórias em relação ao mesmo. Também instrui Misa a fazer igual. Isso torna uma confissão de ambos impossível. Muito tempo se passa e várias reviravoltas acontecem até que Light recupera o Death Note e suas memórias, numa cena memorável em que o mesmo garante um xeque-mate sobre L e todos os outros. A cena é incrível por revelar o tamanho da engenhosidade do plano, já que logo em seguida há o flashblack explicando-o e também dita os rumos para o fechamento do embate entre L e Kira.

5 – Confissão de Kira e morte de Light

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Depois que Light é desmascarado pelo plano de Near ele tenta, primeiramente, negar ser Kira. Contudo, ao perceber que não era mais possível negar o que já estava provado, Light tem um surto histérico e começa a explanar o porquê fez tudo o que fez. Este é um momento memorável pois evidencia o nível de histeria que é próprio da mentalidade revolucionária. Light afirma-se como aquele que deveria trazer a paz e a felicidade para as pessoas do “novo mundo”, do qual ele seria deus e também a justiça. No altar de sua própria histeria, ele se diz como o único capaz de protagonizar a revolução e o único capaz de eliminar o mal que fez a humanidade decair, ao invés de evoluir até o ponto máximo ao qual estaria, segundo o próprio, destinada a princípio. Toda essa mentalidade revela muito do que é a mente revolucionária, que se julga capaz – ou melhor ainda, acredita ser sua vocação – de resolver os problemas do mundo em prol de um futuro hipotético que é, via de regra, o progresso final da história humana. Mais do que isso, é próprio do revolucionário usar de quaisquer meios para atingir esse fim. Concretizar a utopia revolucionária vale qualquer preço. A queda de Kira, que culmina com o mesmo implorando à Ryuk por ajuda, tem no Shinigami o capítulo final. “Quanto mais alto, maior a queda”, diz o ditado popular. Light quis elevar-se demais e teve o humilhante fim pelas mãos daquele que lhe deu o poder para subir.

4 – Primeiro embate entre Light e L

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A cena em que L e Light entram em confronto pela primeira vez é memorável. Ela marca o início do mais carismático e envolvente confronto estratégico e psicológico que já passou pela história da Shonen Jump e estabelece a base para toda a narrativa de Death Note. Além do perspicaz plano de L, que quando revelado é um deleite para quem está lendo, temos também uma instigação moral neste momento, visto que o leitor se encontra como um observador onisciente de propostas diametralmente opostas de justiça. Caba a ele optar pela revolução – tão bem representada por Light – ou pelo império da lei vigente, fruto da tradição e das conquistas antepassadas – que é protegida e representada por L. Qual lado você escolhe?

3 – Light encontra Ryuk pela primeira vez

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Quando Light encontra Ryuk pela primeira vez, esse logo explica para aquele algumas das regras básicas do Death Note. O mais interessante nessa cena é que Light já havia escrito diversos nomes e isso surpreende Ryuk. Quando Light começa a explanar os motivos, logo se percebe que ele não é um justiceiro ou coisa do tipo, mas sim um revolucionário. Mais do que punir os maus, o filho de Soichiro revela que seu objetivo final é transformar todo o mundo e ser o deus deste futuro que ele almeja construir. Revolução é, por definição, uma proposta de mudança integral da sociedade que vem acompanhada de acúmulo de poder pelo agente causador dessa mudança, como meio estritamente necessário para realizá-la. Esse é o ponto crucial que marca os objetivos e a personalidade de Light e será a base para toda sua jornada como o protagonista da série.

2 – Morte de L

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A morte de L talvez seja o mais marcante momento em termos de roteiro de toda a obra, afinal muitos acreditavam que L conseguiria capturar Kira. Numa jogada de mestre, Light consegue usar Rem para matar seu rival e ainda destrói também a Shinigami, eliminando suas duas maiores ameaças, até o momento, com uma tacada só. O mais tocante é perceber a melancolia de L nos momentos anteriores, como se antevisse sua morte, e ter o impacto de vê-lo sucumbir perante Light. Segundo lugar para essa cena.

1 – Encontro entre Light e Naomi Misora

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A cena mais memorável de Death Note é o encontro entre Light Yagami e a ex-agente do FBI, Naomi Misora. Tudo o que envolve essa cena beira a perfeição: ambientação, clima, diálogos, tensão, revelações, estratégias. O modo como ambos conversam, mas ao mesmo tampo são extremamente engenhosos, é um deleite. Os diálogos fluem com uma naturalidade, e ao mesmo tempo astúcia, inigualável. Por fim, Light, pressionado por não ter conseguido o nome de Naomi, consegue sair de uma situação extrema, com uma jogada de mestre que fica eternamente na memória dos leitores. Vale lembrar que Naomi, embora tenha basicamente essa cena na série, tornou-se tão emblemática que ganhou uma novel para contar sua história com L, no caso que a mesma cita em seu diálogo com Light. De fato, uma aparição pequena, mas de impacto sem igual.

* Menção honrosa

Existe uma cena, exclusiva da animação de Death Note feita pelo estúdio Madhouse, na qual L vai para o telhado do prédio onde operava a central de investigações e fica meditando enquanto chove. Light vai ao seu encontro e os dois tem um pequeno diálogo. Quando retornam, L enxuga os pés de Light, que se molhou na chuva ao ir de encontro a L. O mais tocante nessa cena é que ela é uma alegoria aos passos de Jesus Cristo antes de sua crucificação: mais precisamente o sofrimento de Cristo no Getsêmani e a lavagem e o enxugamento dos pés dos apóstolos na Santa Ceia. L, tal como Cristo, sentia que sua morte era iminente e, talvez, um sacrifício necessário para deter Kira. Uma cena de simbolismo tremendo e que diz muito sobre a personalidade de L e seu paralelo com Cristo, o arquétipo central de toda história humana.


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