Neste sete de setembro de 2022 o Brasil completa 200 anos como nação independente, um marco simbólico muito importante que deveria ser muito comemorado, mas infelizmente a maioria não dá a mínima importância. Por quê?
Os fatores que levaram o Brasil a esquecer sua própria história são muito complexos e não cabe a mim respondê-los neste pequeno texto. Meu objetivo aqui é apenas não deixar essa data tão especial passar em branco e relembrar vocês, leitores, que há 200 anos, o seu país se tornava independente, após um belíssimo processo que teve três grandes pais fundados, a saber: José Bonifácio e a princesa Leopoldina, como figuras centrais, e Dom Pedro I, a pedra angular.
O Brasil nasceu como Império, com o propósito de ser uma grande nação. Nossos pais fundadores conduziram um processo de forma a manter a estabilidade e a unicidade de toda a América portuguesa. Não é por mero acaso que hoje vivemos num país continental enquanto a América espanhola se dividiu em várias Repúblicas menores. O projeto de grande país deu muito certo inicialmente: mesmo com revoltas por vários pontos do território e muitos outros problemas, a unidade do Império se manteve e o Brasil teve seu maior período de estabilidade da história.

Infelizmente, veio o Golpe Republicano em 1889 e a Proclamação da República em 15 de novembro. Desde então, a história do Brasil foi esfacelada por interesses escusos variados, o povo teve seu sentimento de pertencimento, seu patriotismo, cada vez mais minado e chegamos ao Século XXI num estágio totalmente incongruente.
O amor ao lar, chamado por Roger Scruton em seu livro “Filosofia Verde” de oikophilia, é o sentimento de pertencimento das pessoas com seu território, o que molda sua moralidade, senso estético e vida espiritual, significando seu mundo e criando um abrigo capaz de amparar as futuras gerações.
No Brasil atual, que tipo de ambiente criamos para as futuras gerações? O sentimento mais presente em todos os brasileiros é o de revolta com seu país, sem nenhum apego às coisas mais elevadas. Estamos completamente divididos, presos num jogo que reduziu a vida à política banal e mesquinha do dia a dia e do teatro eleitoral que encenamos a cada quatro anos.
Peguemos o que se espera para este Sete de Setembro: um lado da população, que se diz patriota, sairá às ruas para manifestar apoio a um político, que também se diz patriota. O tal político patriota nada fez para comemorar os 200 anos da Independência do Brasil, nada conseguiu pensar para resgatar um pouco da história do Brasil e do genuíno sentimento de brasilidade e nacionalidade. Não obstante, o dito cujo ainda usurpa a data e infla a patota para politizar uma festa que deveria ser de todos nós, com comemorações, eventos e homenagens por todo o país.
Pois bem, o outro lado, tanto pior. Infla um sentimento torpe de antipatriotismo, recusa-se a usar as cores nacionais e engana o povo brasileiro a serviço de um movimento internacionalista. Estimula e financia tudo que existe em prol de destruir o pouco que ainda existe de legitimamente brasileiro, nossa terra, nossa miscigenação e nossa cultura, visto que aquece movimentos identitários e destrutivos que existem tão somente para criar mais divisões dentro de um povo.
É triste que nosso Bicentenário da Independência se resumo a um jogo político mesquinho e teatral, onde os imbecis se agitam cada qual com seu lado, ao passo que se movem juntos em direção ao precipício. Afinal, um povo sem história é um povo perdido, e um povo perdido não tem futuro algum.
Ah! Este ano tem Copa do Mundo e nós temos uma chance real de conquistar o Hexa! Torçamos juntos, pois se ainda existe uma coisa que consegue unir o brasileiro, mesmo que de uma forma estranha, é o futebol e a seleção brasileira. Que conquistemos o mundo, pelo menos no futebol. Ao menos essa homenagem nossos 200 anos de Independência merece!
Feliz Bicentenário da Independência do Brasil!

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