A #IndicaçãoCultural da vez é a incrível obra do grande G. K. Chesterton: “Um emboço da sanidade – Pequeno manual do Distributismo”.
O Distributismo é uma teoria econômica esboçada por Hilaire Belloc e defendida e refinada por Chesterton, propondo-se como uma alternativa ao capitalismo e ao socialismo, já prevendo os males inevitáveis para os quais esses dois sistemas caminham.
O Distributismo não tem nada a ver com distribuição de renda ou coisa do tipo, ao contrário do que uma primeira visão sobre o nome possa parecer. No sistema defendido por Chesterton, a liberdade e a propriedade privada são pilares centrais, mas diferem-se brutalmente da noção capitalista dos mesmos.

No capitalismo a noção de propriedade e liberdade não aparecem como bens comuns, podendo portanto serem acumuladas em torno da vontade individual de uma pessoa ou grupo e, assim, suprimirem a das outras pessoas, culminando em menos liberdade e propriedade. Já no Distributismo existe um dever em descentralizar a propriedade, fazendo com que a mesma esteja o mais distribuída possível, preferencialmente em pequenas localidades, evitando a formação de monopólios e, por consequência, grandes concentração e controle nas mãos de poucas pessoas e grupos.
O pilar do Distributismo está na noção de comunidade e no princípio da subsidiariedade, ou seja, a noção de que a descentralização é a chave para uma sociedade próspera, com seus problemas sendo resolvidos localmente. Isso evita a formação de monopólios que venham arrogar para si autoridade para resolução de questões particulares de cada localidade, sem muitas vezes sequer conhecer a fundo tais questões.
Algumas formas de como se fazer isso são apresentadas no livro. Porém, muito mais do que isso, Chesterton se preocupa em nos mostrar o grande problema que é a formação dos monopólios e como o capitalismo monopolista é tão supressor da liberdade e da propriedade quanto o socialismo.
Com uma base genuinamente conservadora em seus valores, objetivando o fortalecimento das propriedades próximas e locais dentro das comunidades, o Distributismo é o sistema econômico por excelência que os conservadores deveriam aprender e defender, como forma de preservação da liberdade e da propriedade, como extensão de suas próprias famílias e comunidades.
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