Abre o Jogo – A epopeia de Lionel Messi

A Copa do Mundo FIFA 2022 chegou ao fim com uma final absolutamente histórica. Que toda final de Copa do Mundo – o maior palco que existe no esporte mais popular do planeta – já é por si só um evento capaz de contar épicos e criar grandes heróis, isso todos nós, amantes do futebol, sabemos. Porém, nem mesmo o mais fanático e otimista torcedor poderia escrever um roteiro tão grandioso para uma final de Copa do Mundo como foi o jogo entre Argentina e França neste 18 de dezembro de 2022.

De um lado, a França – atual campeã do mundo e liderada por Kylian Mbappé, o jogador que tem tudo para se tornar o maior de sua geração e um dos maiores da história -, do outro, a Argentina – histórica seleção liderada por um dos maiores de todos os tempos, Lionel Messi, mas que ainda não tinha o maior título de todos, a Copa. Duas seleções bicampeãs mundiais, dois jogadores que, certamente em algumas décadas, lembraremos como dois dos maiores de todos os tempos.

Lionel Messi e Kylian Mbappé são de gerações diferentes, esse posterior àquele. Messi, o gênio argentino, sempre teve em seus fracassos com sua seleção seu grande ponto fraco. Seu “calcanhar de Aquiles” era ser chamado de “jogador de clube”, “não ter copa” era o que muitos usavam como argumento para tentar diminuí-lo frente a outros gigantes da história do futebol mundial. Argentino como tal, Messi sempre foi comparado a Diego Maradona, porém sem a Copa, jamais seria sombra do que “El Pibe de Oro” se tornou para os hermanos.

Mbappé, atualmente com 23 anos, já coleciona feitos memoráveis. Ainda não tem metade dos títulos de Messi, mas por outro lado, já tem a Copa do Mundo, conquistada aos 19 anos! Com números assombrosos e feitos incríveis, rivaliza com Pelé em feitos antes dos 20 anos de idade.

Ambos chegaram à final como artilheiros do torneio e brigando diretamente para ser o melhor jogador da Copa do Mundo, além do título, obviamente. Nesse embate tão especial, coube ao destino separar um jogo épico, onde Messi fez um gol e clareou toda a jogada do segundo gol, comandando a Argentina ao que parecia uma vitória fácil. À partir dos 79 minutos, muito mais viria: Mbappé fez dois gols em dois minutos, um feito raríssimo numa final de Copa do Mundo, e levou o jogo para a prorrogação.

Não bastasse o já épico roteiro, coube ao destino escolher que ambos marcassem mais uma vez na prorrogação e ainda que o goleiro Argentino, Emiliano Martínez, fizesse a maior defesa da história das Copas do Mundo no último minuto da prorrogação! Disputa de pênaltis: Messi e Mbappé marcam, o goleiro argentino brilha novamente, e a Argentina se consagra campeã!

A maior final da história das Copas do Mundo será muito mais valorizada conforme nos distanciemos dela. A fantástica carreira de Lionel Messi foi coroada com a glória máxima, numa batalha contra um time que tinha um monstruoso jogador – seu companheiro de clube inclusive (!), capaz de fazer três gols na final e ainda assim não ser campeão -, transformando o roteiro numa epopeia que não poderia ser contada de maneira mais épica.

Não falta mais nada a Lionel Messi. O maior jogador do Século XXI teve sua epopeia completada com a coroação máxima na batalha final contra aquele que, talvez, possa superá-lo como o maior jogador do século. Só o tempo poderá nos dizer isso. Por enquanto, ainda precisaremos dimensionar a grandeza que foi essa Copa do Mundo e esse embate final.

Por fim, coube a Messi superar de vez Diego Maradona, que não pôde ver a Argentina campeã mundial novamente, e coroar sua brilhante carreira como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Privilegiados somos nós por podermos viver nesta época e testemunharmos tudo isso.

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