Top X – Os 7 maiores erros de Dragon Ball

Esta é a seção Top X, onde elaboramos um Top que pode ser sobre os mais diversos assuntos. A letra X no título é propositalmente uma incógnita, pois poderemos fazer um Top com qualquer valor.

Dragon Ball dispensa apresentações: é o mangá que originou a franquia de maior sucesso da história do Japão e arrebatou milhões de corações ao redor do mundo. Com roteiro e arte de Akira Toriyama, Dragon Ball foi serializado na Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, entre novembro de 1984 e maio de 1995, totalizando 42 volumes, e sendo o carro-chefe do período que ficou conhecido com a “Era de Ouro” da famosa revista nipônica.

Com o sucesso da obra vieram adaptações em anime, filmes, jogos eletrônicos, livros, jogos de cartas, entre diversas outras, notabilizando-se como uma das mais famosas e rentáveis franquias do mundo. No Brasil, o mangá de Dragon Ball foi publicado pela Conrad e posteriormente recebeu nova publicação pela Panini. As séries de TV foram exibidas em diversos canais, abertos e fechados, que popularizaram muito a série nas terras tupiniquins.

Capa do volume 1 da edição brasileira de Dragon Ball, pela Panini Comics.

Apesar de todo o sucesso e grandes acertos de Dragon Ball, a obra também apresenta muitos erros. Pela ordem e ritmos dos acontecimentos, é perceptível que Akira Toriyama nunca planejou sua história, ele apenas ia escrevendo e lançando suas ideias para a obra. Várias entrevistas do autor também testaram para isso. Por causa dessa falta de planejamento, muitos erros grotescos de continuidade marcaram a obra de maneira negativa.

Já falamos sobre os grandes erros presentes em Dragon Ball Super, continuação do mangá original considerada canônica por muitos. Nesse Top X, falaremos sobre o mangá original e os maiores erros que ele apresentou em sua grandiosa história. Não serão contabilizados erros de cenas fillers, pois elas são naturalmente mais incongruentes pela sua própria definição e propósito de apenas servir como “encheção de linguiça”.

Sem mais delongas, segue nossa lista com os 7 maiores erros de Dragon Ball.

07 – Goku levar os homens-coelho até a lua com o bastão mágico

Goku levou os Homens-Coelho até a lua com o bastão mágico no capítulo 17 de Dragon Ball. Como o bastão se estendeu até a lua e Goku pode respirar no espaço? Só Akira Toriyama pode explicar. Só ele também pode explicar como os Homens-Coelho sobreviveram na lua. Enfim, uma cena que só pode existir se pensarmos que foi uma piada non-sense do autor.

06 – Goku nunca quis ver seu avô no outro mundo

Goku morreu duas vezes na série. Na primeira, teve de atravessar o Caminho da Serpente e ficou treinando arduamente com o Senhor Kaioh, portanto não teve tempo de mais nada. Contudo, na segunda vez, após a batalha com Cell, Goku ficou 7 anos no outro mundo. Não há nenhum nota ou menção sobre Goku ter procurado seu avô Gohan no outro mundo para um reencontro. Isso não é exatamente um erro, poderia ter acontecido em off ou sequer ter acontecido de fato, mas foi perdida a chance de uma cena interessante e comovente, ou pelo menos uma citação para não parecer que Goku fosse um completo “desnaturado”.

05 – Tao Paipai não saber voar e Tenshinhan e Chaos sim

Tao Paipai era o irmão mais novo do Mestre Tsuru e um grande perito em artes marciais. Quando ele aparece, usa um pilar para viajar grandes distâncias, voando em cima dele. O absurdo é que ele, sendo irmão do Mestre Tsuru, não tenha aprendido a técnica de voar que é tão importante para qualquer lutador. Pior, mesmo os jovens discípulos de Tsuru, Tenshin Han e Chaos, já dominavam a técnica. Palpite: Toriyama provavelmente ainda não tinha pensado em criar a dupla que antagonizaria o 22º Torneio de Artes Marcias quando Tao Paipai apareceu, ou se já pensara, ainda não tinha imaginado a técnica de voar, por isso o assassino de Bora não mostrou a habilidade de voar, mesmo sendo experiente e irmão de Tsuru.

04 – Mestre Kame não saber voar

O Mestre Kame foi o homem mais forte do mundo por mais de 200 anos. Estabeleceu-se como uma verdadeira lenda das Artes Marciais e acumula experiência vastíssima. É muito estranho o Mestre Kame não saber voar, mesmo com o enorme hall de técnicas que ele conhece. Fica ainda mais estranho ao saber que seu rival, mais fraco que ele, saiba a técnica.

03 – Goten e Trunks se transformarem em Super Saiyajin

Goten e Trunks, que nunca haviam passado por batalhas e experiências traumáticas até os acontecimentos da Saga Boo, conseguirem se transformarem em Super Saiyajin é um absurdo completo e a total banalização da transformação, tão custosa e difícil para seus pais e Gohan. Não há como justificar.

02 – Piccolo Júnior, com 3 anos de idade, ser mais forte que seu pai

Piccolo é o filho de Piccolo Daimaoh, cuspido por seu pai em seu último ato em vida. Filho do Rei do Mal, é considerado mais que um filho, mas a própria reencarnação do pai. O que não se pode justificar é que ele, com três anos de idade, seja muito mais poderoso que sei pai, a contraparte de Kami-sama e um experiente e vivido lutador. Há quem se incomode também com o fato de Piccolo, com três anos, já ser adulto, enquanto Dendê, o sucessor de Kami-sama, demora mais de 10 anos para alcançar a aparência de adulto. Há explicações como o fato de Piccolo ser de raça guerreira e Dendê da raça do dragão – mais voltada a poderes mágicos como cura e criação das esferas, por exemplo -, o que favorece o amadurecimento mais rápido daquele para viver as lutas em todo seu potencial. Explicação meio fajuta, mas ainda faz um mínimo de sentido. Enfim, erros de Akira Toriyama que depois precisam ser adornados com explicações a posteriori para justificar furos em seu roteiro.

01 – Os filhos demônios de Piccolo Daimaoh

Possivelmente o maior erro de Dragon, em termos de coesão com a continuidade da enredo, seja a história de Piccolo Daimaoh e sua verdadeira origem posteriormente revelada. Quando Piccolo Daimaoh surgiu, Mestre Kame contou sua história e o apresentou como um demônio poderoso que espalhou o caos na Terra há muito tempo com seus poderes incríveis e uma horda de monstros demoníacos a seu comando. Em suma, originalmente, Piccolo foi pensado para ser um demônio, por isso criava seres/filhos com aparências diversas, mas sempre monstruosas. Mais tarde, sua origem é complementada ao ser mostrado Kami-sama, onde Piccolo seria a metade originalmente maligna do deus da Terra. Ou seja, estava estabelecida a dualidade, deus e demônio, respectivamente Kami-sama e Piccolo Daimaoh (o Rei do Mal, numa tradução livre). Fazia todo sentido que Piccolo fosse progenitor de monstros demoníacos com aparências diversas.

O problema é que ao ser revelada a identidade de Piccolo como um Namekusejin, no arco dos Saiyajins, e posteriormente ao ser mostrado a raça no Planeta Namek, no arco de Freeza, ficou claro que todos os Namekuseijins são parecidos e seguem um certo padrão. Não apareceu nenhum Namekuseijin com asas – como Tambourine – ou com formato de dragão – como Cymbal. Dito isso, a capacidade de Piccolo criar filhos sem aparência de Namekuseijins não pode ser entendida, exceto como um erro grotesco de roteiro, uma total falta de planejamento de Akira Toriyama. Se Piccolo continuasse como um demônio, ou se os Namekujeins tivessem formas extensamente variadas, esse erro não existiria. Não foi o que aconteceu.

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Esse foi nosso Top X com os 7 maiores erros de Dragon Ball. E você, lembra de mais algum erro? O que mais te incomoda na série? Comente abaixo e participe da discussão.

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