Review – Steins;Gate: a complexidade do tempo

Anime traz ficção científica com viagens no tempo.

Ficha Técnica:

Steins;Gate

Roteiro: Jukki Hanada, Naotaka Hayashi e Tatsuya Matsubara

Direção: Hiroshi Hamasaki e Takuya Satō

Gênero: Ficção científica

Revista: Dangeki Daioh

Estúdio: White Fox

Exibição original: Abril de 2011 a Setembro de 2011

“Steins;Gate” é uma série de animação japonesa de ficção científica baseada em uma visual novel desenvolvida pela 5pb e Nitroplus, a série de anime foi produzida pelo estúdio White Fox e lançada em 2011. A série ganhou notoriedade dentro do fandom de animes emangás e, por muitos, é condierada uma das melhores animações já feitas, principalmente dentro do gênero ficção científica.

A trama gira em torno de Rintarou Okabe, um excêntrico cientista autodenominado “Kyouma Hououin” e sua equipe de amigos que descobrem acidentalmente uma maneira de enviar mensagens no tempo usando um micro-ondas modificado. Conforme eles exploram essa tecnologia, mergulham em uma teia complexa de eventos, conspirações e dilemas éticos, desencadeando uma série de consequências imprevisíveis.

Apesar da trama ter uma premissa interessante e deveras curiosa, “Steins;Gate” sofre muito com seu ritmo narrativo. O desenvolvimento de seu roteiro é lento e muitas vezes entendiante, podendo funcionar apenas para os aficcionados por ficção científica.

Outro ponto que deixa a desejar são seus personagens. Nenhum deles consegue um nível identificável de carisma ou destaque, sendo facilmente esquecíveis. A relação do protagonista Rintarou com Mayuri Shiina, por exemplo, parece faltar mais explicações e desenvolvimento para justificar os atos que aquele pratica por essa. A relação de todos eles também não funciona muito, sendo facilmente esquecível. Vale mencionar que a série abusa de clichês ao criar personagens que são estereótipos já consagrados dentro da indústria da animação japonesa.

Há pontos a serem elogiados na obra. Sua animação cumpre bem o seu papel, numa história de ritmo lento e composta por pouquíssima ação, consegue cumprir com seu propósito. A trilha sonora não causa grande impacto, mas também não é ruim.

Outro ponto interessante da obra são algumass questões levantadas pela mesma. Ao longo dos 24 episódios, a série explora temas como livre arbítrio, determinismo e o impacto das escolhas individuais no curso do tempo. Essa abordagem profunda e a construção gradual da trama funciona bem para alguns perfis de expectadores e ajuda a justifiicar a base de fãs da série.

Apesar de ter uma premissa interessante e alguns pontos a serem elogiados, “Steins;Gate” sofre muito com seu ritmo lento e personagens poucos carismáticos, não sendo uma boa pedida para aqueles não familiarizados com o gênero ficção científica ou que procurem uma história com mais ação e momento épicos.

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