A Indicação Cultural da vez é a obra “Em defesa do preconceito”, do psiquiatra e escritor britânico Theodore Dalrymple.
Ao ver o título desse livro, há uma boa chance de você ter tido algum sentimento negativo, isso porque você já carrega um esquema mental quanto a essa palavra: o tal preconceito.

Edição brasileira da obra, publicada pela editora É Realizações.
“Preconceito” talvez seja a palavra existente que mais tenha se tornado alvo do discurso politicamente correto. Para os defensores dessa política comportamental – um policiamento do pensamento – ter preconceitos é o ápice da negatividade que uma pessoa pode atingir.
Contudo, entender o preconceito apenas no sentido pós-moderno a ele atribuído é um reducionismo enorme, digno apenas de mentes já moldadas por um imaginário ignorante e, vejam só, preconceituoso!
O preconceito, ou seja, as ideias e ações preconcebidas, são pensamentos e atitudes tomadas conforme uma experiência acumulada pela nossa inteligência: seja por nós mesmos – ao apreender certos padrões da realidade –, seja pelos ensinamentos que herdamos da civilização onde fomos criados.
Dalrymple chega a comparar o preconceito ao hábito, definindo o segundo como o comportamental do primeiro; pois as ideias preconcebidas facilitam e até mesmo nos protegem em muitas situações práticas da vida.
Tudo isso é uma pequena amostra da importância civilizacional e psicóloga que os preconceitos que carregamos possuem.
Além disso, a obra evidencia algo óbvio que os pós-modernos parecem ignorar: é impossível não ter preconceitos. Buscar isso como ápice do “bom-mocismo” é ir contra a própria natureza humana.
————————————————
Siga o Capital Cultural em nossas redes sociais para ficar por dentro de tudo!

Deixe um comentário